
Você sabe o que é quiet quitting? Se formos traduzir ao pé da letra, o termo significa “desistência silenciosa” ou “demissão silenciosa”, mas, ao contrário do que parece, quem está aderindo a esse novo fenômeno não tem a menor intenção de pedir as contas. Isso porque o conceito vai além do fato de se estar ou não feliz no emprego, e de se demitir do cargo.
O quiet quitting implica dizer que o profissional tomou a decisão de limitar suas tarefas às estritamente necessárias dentro da descrição de seu trabalho, evitando longas jornadas e sobrecarga. Essa “virada de chave” visa estabelecer limites claros entre vida profissional e pessoal. Assim, tais pessoas cumprem com suas obrigações profissionais, mas não “vivem para trabalhar”. Eles reservam tempo para o lazer e a família e, quando chegam em casa, deixam o trabalho para trás.
De acordo com Tonia Casarin, especialista em liderança, o quiet quitting é fruto da busca cada vez mais frequente por uma vida profissional equilibrada com os propósitos de vida de cada um. “Hoje as pessoas não querem mais trabalhar por trabalhar. Elas aspiram estar em lugares realmente alinhados a aquilo em que acreditam. No entanto, nem sempre estão em condições de pedir demissão. Com isso, o quiet quitting surgiu como uma forma de contestação silenciosa”, diz a pesquisadora.
Fonte: Exame.com